quarta-feira, 24 de julho de 2013

Alimentos podem atenuar os sintomas da psoríase

5 comentários

No período de Verão, há maior tendência para fazer refeições fora de casa e alterar a dieta habitual. A alimentação é fundamental para manter uma vida saudável e nos doentes com psoríase esta regra não é excepção. Não existe uma dieta específica para a psoríase, mas existem alimentos que podem ajudar a controlar a inflamação da pele.

«Os doentes com psoríase devem optar por alimentos como fruta e vegetais, que são boas fontes de fibra e de minerais, principalmente bróculos, cenoura e papaia. O pescado é sempre aconselhado, dando preferência aos ricos em ácidos gordos polinsaturados – ómega 3 -, como cavala, salmão, atum, sardinha ou arenque. Já as carnes vermelhas e enchidos podem provocar maior irritação da pele, tal como os alimentos muito condimentados com pimenta ou outras especiarias, por exemplo. Da dieta devem constar mais alimentos cozidos, em detrimento dos refugados», explica Paulo Pereira, médico dermatologista.
 
Durante o Verão, época em que se fazem refeições mais leves, pode optar por saladas com ingredientes frescos, mas devidamente lavados e acondicionados para não perderem as qualidades naturais.
 
A água e os sumos podem ser consumidos sem preocupação, em especial os sumos de fruta naturais, que permitem reforçar o sistema imunitário, ajudam a combater o stress oxidativo e previnem a obesidade e os acidentes cardiovasculares. As bebidas alcoólicas devem ser evitadas, pois aumentam o prurido e tornam o organismo mais resistente aos tratamentos devido à interacção com os medicamentos.
 
A psoríase tende a ser mais grave e mais resistente aos tratamentos nos doentes com excesso de peso. O excesso de peso nas zonas das dobras cutâneas, como as axilas, virilhas e por baixo dos seios, podem aumentar o risco de infecções fúngicas e bacterianas. Por isso, o exercício físico também é aconselhado.
 
«É da máxima importância combater o excesso de peso e a síndrome metabólica, e além de contribuir para um estilo de vida mais saudável, as actividades físicas ajudam a reduzir o stress, que muitas vezes desencadeia crises de psoríase», alerta.
 
A psoríase é uma doença auto-imune que se manifesta no nosso maior órgão – a pele, não sendo contagiosa é crónica e pode surgir em qualquer idade. O seu aspecto, extensão, evolução e gravidade são variáveis, caracterizando-se pelo aparecimento de lesões vermelhas, espessas e descamativas, que afectam sobretudo os cotovelos, joelhos, região lombar, couro cabeludo e unhas. Em Portugal esta doença afecta mais de 250 mil pessoas e cerca de 125 milhões em todo o mundo.
 
A PSOPortugal, entidade com oito anos de existência, constituída em 2005, tem vindo a defender, apoiar e dar voz aos doentes de psoríase. E também a alertar e sensibilizar a sociedade para a discriminação social e profissional de que são alvo os cerca de 250 mil portugueses que sofrem de psoríase.


sexta-feira, 19 de julho de 2013

OBTENDO PSORÍASE PELA GARGANTA

2 comentários

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Brasília recebe ação gratuita para diagnóstico de psoríase

3 comentários

Brasília recebe ação gratuita para diagnóstico de psoríase




Brasília recebe no dia 12 de julho, no Hospital da UnB, o mutirão de diagnóstico de psoríase. Composta por equipe médica especializada por mais de 10 profissionais de saúde, a ação tem como objetivo identificar a doença e indicar o tratamento adequado para cada caso.

O exame será feito de forma gratuita para todos os interessados das 8h às 12h no ambulatório de dermatologia do HUB. Para ser atendido, basta procurar um dos profissionais identificados na entrada do local. O atendimento será feito conforme a ordem de chegada.

Incurável e não contagiosa, a psoríase pode ser controlada por meio de tratamento e orientação médica. A coordenadora do Ambulatório de Dermatologia do Hospital Universitário de Brasília, Gladys Aires Martin, explica que o mutirão de diagnóstico contribui para desmistificar a doença, ainda pouco compreendida: “Estimamos que apenas 5% dos pacientes que tem psoríase estão em tratamento no Brasil. Nosso intuito é aumentar esse número – a doença é carregada de estigmas e essa ação é crucial para que a população esteja corretamente informada”, diz. 

Sobre a psoríase

A psoríase é uma doença inflamatória, crônica da pele e não contagiosa, que afeta cerca de dois milhões e meio da população brasileira. É caracterizada pelo aparecimento de manchas avermelhadas e descamações na pele, acomete cerca de 1% a 3% das pessoas em todo o mundo e pode aparecer nos joelhos, cotovelos, tronco, couro cabeludo e unhas.

Embora a psoríase tenha uma causa ainda não conhecida, sabe-se que a descamação ocorre porque as células da pele se reproduzem com muita rapidez: a doença faz com que as pessoas renovem a pele em dois ou três dias, quando a média é em 28 dias.

Serviço:
Mutirão de exame gratuito de psoríase

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O taxista e a psoriase

1 comentários
Perdi a conta de quantas vezes conversei com taxistas sobre o trânsito de São Paulo — indo para congressos, voltando de entrevistas… Na minha opinião, esse assunto inclusive é ponto central de uma das muitas regras não-escritas das relações sociais entre passageiro e motorista. Explico: ao iniciar uma discussão sobre as ruas congestionadas, o taxista dá a entender que está aberto para um bate-papo. Se, por exemplo, o passageiro demonstra interesse e, após olhar rapidamente para fora da janela, responde que uma das causas do trânsito é o fato de que a maioria dos carros na rua carrega apenas uma pessoa, deixa subentendido que também está a fim de trocar umas ideias.
Foi assim que, na semana passada, comecei a falar com o Gil, taxista de uns 40 e poucos anos que ganhou a missão de me levar da região central de São Paulo até a Zona Oeste na hora do rush. Depois de ele afirmar com todas as letras que, para circular na Avenida Rebouças, só se for com passageiro (o que permite a ele trafegar pela faixa dos ônibus, bem menos travada do que as normais), e eu retrucar que as avenidas em geral da capital paulista estavam entupidas, ele me perguntou o que estava fazendo em um congresso médico. E, sem me deixar responder, já sentenciou: “Está aí uma área que me interessa: a medicina!”
Nem sei se ele me ouviu perguntar “por quê?”, já que logo após terminar de pronunciar a palavra medicina, já disparou: “Veja só, eu tive um problema sério de pele. Você sabe o que épsoríase?”.

O Gil, por volta dos 17 anos, passou a notar que crostas avermelhadas surgiam na sua pele. Com o passar dos meses, a situação foi piorando e, após uma visita malsucedida a um hospital, voltou para casa “quase inteiro coberto” por essas placas. Diz ele que ficou em casa uns bons dias até que sua tia, vendo o estado do sobrinho, mandou-o ir direto para o Hospital das Clínicas de São Paulo.
“A enfermeira me internou na hora”, lembrou-se. E foi lá que o Gil conheceu um médico baiano (ele não se lembra do nome), que, detectando a doença, prescreveu cremes, óleos e outros remédios. O especialista também o tranquilizou ao falar que iria resolver o problema e que psoríase não é transmissível. O taxista contou que aplicava o produto e, depois de alguns minutos, tirava as placas manualmente para, embaixo delas, ver uma pele lisa e saudável. “Em 14 dias, eu troquei de pele como uma cobra. Desde então, ela segue normal graças ao médico baiano. Por isso que me interesso tanto pela medicina e fico revoltado quando comparo os salários de jogadores de futebol com o de médicos”, arrematou.
Achei a história do Gil curiosa demais e, por isso, resolvi entrevistar o dermatologista Marcelo Arnone, coordenador da Campanha Nacional de Conscientização da Psoríase da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Conversamos sobre esse transtorno e especificamente a respeito de alguns pontos do relato que acabei de contar a vocês. Em primeiro lugar, perguntei ao doutor Marcelo se é comum um paciente ter só uma crise ao longo da vida toda. Sua resposta:
“Não é nem um pouco comum. A psoríase geralmente aparece na fase adulta e, a partir da primeira manifestação, tende a se repetir. Estamos falando de uma doença crônica, mas que costuma ser bem controlada quando o paciente segue o tratamento, que, em geral, consiste em intervenções agudas durante o surgimento das lesões e um acompanhamento contínuo do dermatologista. Os remédios evoluíram muito de algumas décadas para cá. Hoje em dia, por exemplo, temos à disposição medicamentos biológicos que surtem efeito em quadros graves, além de cremes bastante eficazes”.
Também questionei o doutor Marcelo sobre o fato de o Gil arrancar as placar avermelhadas durante o tratamento. “Isso é completamente contraindicado! Sabemos que, ao manipular a região afetada, o indivíduo pode agravar o quadro. Para aliviar os sintomas e melhorar a condição da pele, pessoas com essa doença precisam passar hidratantes por toda a vida. Para eles, isso não é um luxo, mas uma necessidade”, explicou.
Pena que, quando estava no táxi, não conhecia essas informações para alertá-lo. Estou torcendo para que o interesse do Gil por medicina e por temas ligados à saúde o tragam de alguma forma até esse blog. Como mensagem final a ele e a todos que tenham psoríase ou conheçam alguém com esse problema, deixo mais um ensinamento do doutor Marcelo Arnone:
“O paciente com psoríase deve saber que é possível melhorar muito a própria qualidade de vida. E todos devemos repassar informações sobre essa enfermidade para acabar de vez com o preconceito. O pior efeito da psoríase é na autoestima — e é isso o que temos que combater todos os dias”.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

A Psoríase tem Cura?

0 comentários
A psoríase é uma doença de pele, sem cura definitiva, que vai evoluindo ao longo da vida e não é contagiosa. Está ligada a factores genéticos, ambientais e imunitários e pode surgir em qualquer idade, embora tenha dois picos de incidência na infância (sobretudo adolescência) designado por precoce e outro tardio já na 6ª e 7ª décadas de vida.

É uma patologia inflamatória, assente numa componente genética que vai condicionar, através de factores exógenos (externos ao organismo) e endógenos (internos ao organismo), o aparecimento de lesões cutâneas do tipo manchas e placas avermelhadas, mais ou menos descamativas, podendo envolver virtualmente qualquer parte do revestimento cutâneo, incluindo couro cabeludo e unhas.
Há várias formas de psoríase (embora, nenhuma tenha cura), conforme a localização e o aspecto das lesões, sendo que, do ponto de vista médico, não há uma terapêutica uniforme, pelo que, em cada momento, é necessário perceber qual o tratamento mais adequado a essa fase da doença.
Se for uma forma localizada, a psoríase trata-se com fármacos de tipo creme/pomada à base de corticoides, vitamina D e emolientes, mas, se for muito extensa, o doente tem de ser tratado intensivamente, com recurso a medicação sistémica com ciclosporina, retinóides (acitretina), metrotexato ou com fototerapia ultra-violeta (UVB’s, PUVA).
A psoríase é uma patologia bastante complexa e convém que os tratamentos sejam minimamente dirigidos do ponto de vista científico e devidamente instituídos e controlados por um médico dermatologista.
Mais recentemente apareceram no mercado medicamentos «biológicos» que interferem nos mecanismos moleculares e imunológicos subjacentes à psoríase, com resultados espectaculares na evolução e remissão de extensos quadros desta patologia, mas cuja utilização está ainda só reservada a casos graves da doença, designadamente pelo seu custo elevado.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Tratamento natural da Psoríase

0 comentários
  • Manter a pele constantemente hidratada: É muito importante no controle da Psoríase, uma vez que a pele seca piora a irritação e o prurido já causado pela Psoríase
  • CLIQUE AQUI e sabia mais . 
  • Cuidados com o banho: Banhos frequentes podem ressecar a pele, causando problemas; Usar água morna ao invés de quente para não irritar a pele; Quando possível, deixar a pele secar sozinha, sem usar toalhas, aplicando creme hidratante logo a seguir ao banho;
  • Tomar sol: A radiação ultravioleta encontrada na luz solar é um tratamento comprovado para a Psoríase. Exposições moderadas e controladas ao sol devem ser acompanhadas de uso de cremes hidratantes ou terapêuticos;
  • Parar de fumar: O cigarro pode aumentar a probabilidade de desenvolvimento das formas mais severas de Psoríase;
  • Evitar o stress: Stress e ansiedade estão muito relacionados com o desencadeamento ou piora do quadro. A psicoterapia pode ser indicada em alguns casos.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Diferença entre psoríase e eczema

0 comentários
Eczema e psoríase muitas vezes são confundidos pela tendência a compartilhar sintomas semelhantes. Contudo, ambos também têm sintomas exclusivos, o que não dificulta tanto fazer um diagnóstico, como se poderia pensar. Segue-se um resumo dos aspectos do eczema e da psoríase, para que você possa distingui-los com facilidade.



Pele sensível favorece o eczema

O eczema aparece muito mais em áreas sensíveis e tenras do que a psoríase. As costas e os joelhos são favoráveis, bem como a parte interna dos cotovelos e braços. Também são alvos primários as axilas e área inguinal. Enquanto o eczema pode aparecer em qualquer parte, é improvável que a psoríase apareça nessas áreas sensíveis.

Pele mais resistente favorece a psoríase

A psoríase tende a aparecer na pele resistente em áreas onde a pele é mais espessa, como joelhos e cotovelos. Pode ainda aparecer no dorso do pescoço ou coxas. A psoríase pode surgir quase em qualquer lugar do corpo, mas deve-se estar atento às áreas em que a pele é mais grossa.

Eczema pode ser úmido

O eczema causa pele seca, pruriginosa e descamativa, certamente, mas também pode causar lesões cheias de líquido ou se tornar infectada com pus. Essas lesões muitas vezes se assemelham a vesículas e podem exsudar. As mãos e os pés são particularmente sujeitos a essa versão úmida de eczema. Em contrapartida, a psoríase não pode produzir lesões úmidas.

Psoríase pode ser prateada

A psoríase tem a capacidade única de dar à pele uma aparência prateada. Essas escamas prateadas serão muito ressecadas e pruriginosas e, na realidade, são células mortas que estão soltas na pele inflamada. Depois de algum tempo, essas escamas prateadas caem, mas geralmente o ciclo é repetitivo. O eczema não tem aparência prateada, de maneira alguma, mas sim sua aparência é avermelhada.

Psoríase causa depressões nas unhas

Psoríase e eczema podem aparecer nas mãos. Todavia, somente a psoríase pode causar uma afecção conhecida como "depressão nas unhas". Quando presente na pele em torno das unhas, a psoríase também pode afetar as próprias unhas, deixando-as com depressões. Ocorrem alterações nas unhas como eczema e surtos fúngicos, mas a aparência da afecção não é a mesma da psoríase.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Psoríase Estudo diz que emagrecer alivia os sintomas da psoríase, doença autoimune

3 comentários
Estudo diz que emagrecer alivia os sintomas da psoríase, doença autoimune

Ao perder peso, pacientes conseguem diminuir a quantidade de surtos da doença autoimune. A redução das inflamações no corpo provocadas pela obesidade pode ser a razão da melhora


Dor, coceira e vergonha. Quem convive com os sintomas da psoríase sabe o que é ser refém da própria pele. Socialmente constrangedora, a doença obriga o paciente a se esconder por trás de mangas e calças compridas, independentemente da estação do ano. Estudos indicam uma relação com outro mal crônico que pode comprometer a vida social: a obesidade. O mais recente deles, realizado pela Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, sugere que perder peso ameniza os sintomas da doença autoimune que atinge 3% dos brasileiros.

A relação da obesidade com a psoríase acontece além da derme, está no interior do organismo. É lá que o sistema imunológico reage ao excesso de gordura aumentando substâncias que contribuem para o desenvolvimento ou o agravamento da psoríase. “Tudo tem a ver com a inflamação. Ela circula pelo corpo inteiro, ampliando o risco de dano dentro das artérias e, por consequência, de entupimento de veias e de doenças cardíacas”, explica André Carvalho, médico responsável pelo Ambulatório de Psoríase da Santa Casa de Porto Alegre. 

Para saber mais como controlar sua psoriase visite