É uma patologia inflamatória, assente numa componente genética que vai condicionar, através de factores exógenos (externos ao organismo) e endógenos (internos ao organismo), o aparecimento de lesões cutâneas do tipo manchas e placas avermelhadas, mais ou menos descamativas, podendo envolver virtualmente qualquer parte do revestimento cutâneo, incluindo couro cabeludo e unhas.
Há várias formas de psoríase (embora, nenhuma tenha cura), conforme a localização e o aspecto das lesões, sendo que, do ponto de vista médico, não há uma terapêutica uniforme, pelo que, em cada momento, é necessário perceber qual o tratamento mais adequado a essa fase da doença.
Se for uma forma localizada, a psoríase trata-se com fármacos de tipo creme/pomada à base de corticoides, vitamina D e emolientes, mas, se for muito extensa, o doente tem de ser tratado intensivamente, com recurso a medicação sistémica com ciclosporina, retinóides (acitretina), metrotexato ou com fototerapia ultra-violeta (UVB’s, PUVA).
A psoríase é uma patologia bastante complexa e convém que os tratamentos sejam minimamente dirigidos do ponto de vista científico e devidamente instituídos e controlados por um médico dermatologista.
Mais recentemente apareceram no mercado medicamentos «biológicos» que interferem nos mecanismos moleculares e imunológicos subjacentes à psoríase, com resultados espectaculares na evolução e remissão de extensos quadros desta patologia, mas cuja utilização está ainda só reservada a casos graves da doença, designadamente pelo seu custo elevado.
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